segunda-feira, 17 de junho de 2013

Protestos e manifestações voltam às ruas brasileiras na 2ª feira

13 de junho - Mesmo portando crachá de imprensa, equipamento fotográfico e se apresentando como jornalista, o fotógrafo do Terra Fernando Borges foi detido por PMs. Os policiais revistaram seus pertences e documentos, e só liberaram o fotógrafo alegando que ele "não portava vinagre" Foto: Amauri Nehn / Brazil Photo Press
13 de junho - Mesmo portando crachá de imprensa, equipamento fotográfico e se apresentando como jornalista, o fotógrafo do Terra Fernando Borges foi detido por PMs. Os policiais revistaram seus pertences e documentos, e só liberaram o fotógrafo alegando que ele "não portava vinagre"
Foto: Amauri Nehn / Brazil Photo Press
 
Várias cidades brasileiras voltarão, nesta segunda-feira, a ser palco de manifestações e protestos pelo fim da corrupção e o aumento nos preços do transporte, entre outras reivindicações, que ganharam apoio até de brasileiros que vivem no exterior.
As manifestações foram convocadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Goiânia, Campinas, Florianópolis, Cascavel, Belém, Vitória, Niterói, Sorocaba, entre outras, sob o lema: "A luta se nacionalizou".
As manifestações mais expressivas são esperadas em São Paulo, onde começaram há uma semana, convocadas pelo Movimento Passe Livre, que, através das redes sociais, recebeu apoio de dezenas de cidades e também de brasileiros que moram em outros países.
As autoridades de São Paulo afirmaram hoje que a polícia não usará gás lacrimogênio ou balas de borracha para reprimir os protestos de amanhã, com o objetivo de evitar os enfrentamentos da última quinta, quando dezenas de manifestantes ficaram feridos, além de vários jornalistas e fotógrafos que trabalhavam no local.
A repressão policial gerou uma onda de críticas da imprensa e de diversos setores políticos, que condenaram os métodos usados pelas autoridades para conter as manifestações.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, disse que convidou os líderes do Movimento Passe Livre para uma reunião antes da manifestação, a fim de negociar e definir o percurso da passeata e garantir que "tudo ocorra de forma pacífica".
Durante este fim de semana, os protestos se dividiram pelos arredores dos estádios que sediam a Copa das Confederações, que começou no sábado em Brasília.
Neste caso, as manifestações são contra os elevados gastos públicos no torneio organizado pela Fifa e foram convocadas pelo grupo "Copa para quem?", que também expressou solidariedade e apoio às reivindicações por mais qualidade no transporte público.
Jornalistas são agredidos por PMs em protesto em SP; veja fotos
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Houve manifestações nos arredores do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, ontem. O mesmo aconteceu hoje, perto do Maracanã, onde a polícia entrou em confronto com centenas de pessoas e as reprimiu com gás lacrimogênio e balas de borracha.
O protesto atingiu dimensões internacionais, e muitos brasileiros que moram no exterior se organizaram através das redes sociais para convocar manifestações nos próximos dias em pelo menos 28 cidades das Américas e da Europa.
As convocações, com o lema "A democracia não tem fronteiras", propõem um protesto global contra os altos preços do transporte público e contra a "repressão policial", entre outras reivindicações.

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